26 de jun de 2009

Chuva



Estou sozinha...
Não sei o que faço...
O céu azul escurece.
O vento empurra as folhas das arvores,
impedindo-as de voltarem ao seu estado normal.
É tarde...
As aves abrigam-se prevendo o que vai acontecer.
As pessoas passam rapidas,
um choro se faz,
um riso se dá,
uma saudade chega...
Chove e sozinha num apelo de integração a vida, choro!
Meu rosto, molhado pela chuva e pelas lagrimas
se torna triste.
Ah! Saudade que mata...
Vida que passa... futuro, que vem...
Ando vagarosamente...
Mais e mais ligeiro eu ando...
quero fugir!
Ajudem-me a mais depressa andar!
Eu quero viver!...
Não adianta,
ninguem me ouve.
A chuva aumenta e todos começam a correr,
somente eu ando...
Não te encontro.
Vida, como posso correr se minha vida sou eu,
e eu, so sei andar?
Não posso mais te encontrar...
Solidão se apresenta.
Não te vi.
com as pessoas passastes, quando todos correram
e só eu andei!...
(Fatima - 16.10.1971)

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