4 de jul de 2009

Destruição


Não há o que escrever,
as palavras se destroem
uma após as outras.
Esbarram-se em suas verdades.
Sem finalidade alguma,
partem em busca do irreal,
do incerto.
Vibram diante dos seus proprios acentos
e o agudo vira grave,
o circumflexo foi esquecido.
Não ha o que escrever...
os homens destroem
as palavras.
(Fatima - 1973)

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