23 de jun de 2010

Lembranças


Revirei minha vida, mexi nas lembranças que ficaram por tempo indefinido.
Abracei tuas roupas, vi fotos ao som das musicas dos nossos dias.
Reli nas antigas agendas anotações diárias,
bilhetes escritos nas horas mais incertas.
Busquei na flor seca o momento da entrega.
Instante que permanece.
Eternos momentos.
Na lua te encontrei
e tua voz ouvi no ruido do mar.
Revirei minha vida, novamente.
Esta distancia constante,
traz dor profunda na alma
e me vejo vestida de saudades
e me encontro contigo vendo nossa lua,
ouvindo nosso mar.
(Fátima - 23.06.2012)

17 de jun de 2010

Investigar

Vou agir,
fazer portaria, determinar ações...
investigar nossos caminhos anteriores,
possiveis provas deste sentimento
que sobrevive a tudo,
que se perpetua
e enche de saudades meus dias.
Vou requerer quebra de sigilo,
buscas e apreensões de elementos
que comprovem esta afinidade misteriosa,
esta cumplicidade permanente que existe.
Vou provar, que te amar me faz ser
e ser o que sou não é crime passivo de pena.
Fátima - 17.06.2010)

Cumplicidade com o rio


Era assim,
a liberdade parecia estar sempre sempre do meu lado.
Quando amanhecia e as gotas do orvalho ainda refletiam a luz do sol que chegava, eu estava lá, olhando o rio que silencioso se movimentava gigantesco no meu olhar de criança.
Sentia o nariz gelado do frio e tentava encontrar a resposta para todos os mistérios que me assustavam e faziam parte do meus pensamentos.
O meu mundo, o mundo que eu tinha disponível era gigantesco, imensurável.
Inúmeras vezes, eu me transportava nas canoas da minha imaginação aos lugares que queria conhecer e buscava saber do destino que teriam aquelas águas aparentemente tranquilas. Então, ingenua e inocente, jogava garrafas lacradas com mensagens e meu endereço, acreditando que fariam contato comigo. Nunca obtive respostas... lembro dos dias que ficava solitária junto ao pé de chorão sonhando e esperando. Somente o velho rio sabia dos meus segredos.
Quando o cansaço tomava o lugar dos sonhos, eu corria entre as árvores do quintal da minha infância, brincava com as sombras que se formavam e vencida pela espera, buscava enfim a segurança da minha casa, acreditando em novas aventuras aconteceriam no dia seguinte.
De tudo apenas o rio restou, misterioso e desafiador.
Eu sentia orgulho do meu rio e da cumplicidade que tinhamos um com o outro.(Fátima 17.06.210)

14 de jun de 2010

Memórias

Naquele território, ninguém tinha mais atenção.
Mimada, tinha toda a liberdade que a vida podia proporcionar

Desejo

Desejo que o caminho que faz parte da tua vida
encontre o meu e que se tornem unicos na busca
do melhor momento...