10 de jul de 2010

Clarice segue sozinha


Clarice segue só com a dor imensurável, que lhe arrasta o corpo.
Os braços que abraçam, agora não abafam os gritos da alma.
As mãos abandonadas no ar nunca mais farão os mesmos carinhos.
Não existe qualquer gesto que conforte e os sentimentos se misturam restando a revolta carregada de solidão, de perguntas que jamais terão respostas.
Nesta caminhada interminável, a presença das flores e do sol que se põe emolduram o momento que nunca foi planejado, desejado.
E ninguém a segue.
Viver agora terá o peso da ausência de tudo o que foi.
Não ouvirá mais risos ou choro, pedidos de socorro ou relatos de conquistas. Qualquer que seja sua duração, a vida será interminável.
Repleta do sabor incompreensivel da saudade.
Sua existência há de ser o filme de uma história permitida que viveu, repentinamente interrompida. A partir deste momento, será apenas um filme silencioso agora assistido somente por Deus, seu autor e constantemente reprisado nas recordações de sua única personagem, Clarice. (Fátima - 08/07/2010)

6 de jul de 2010

Desejo

Quero encontrar o caminho que te levou,
Olhar a lua que não não foi nossa testemunha.
Começar novo amanhecer que nao tenha o teu cheiro...
Sentir o calor do sol que me faça viver teu abraço.
Quero ignorar tua gargalhada ainda presente.
Quero ser indiferente a tua ausência e te esquecer.
Ter a minha história sem a tua.
Minha vida que não tinha tua vida...
Quero